Hoje não irei fazer réplica a nenhum post em específico. Eu não postei nada desde o primeiro dia simplesmente porque a faculdade anda me entupindo de coisas pra fazer. Queria poder tirar um ano sabático, sabe. Não é só porque sou preguiçosa, é que a gente simplesmente nunca pára, desde que entra na escola no berçário até o fim da vida: estudo, estudo, estudo, trabalho, trablaho, trabalho, e conforme mais cansado e pressionado vc fica, menos férias vc tem. Oh, hell!... E o pior é que no fundo a gente tá sempre se perguntando se tem sentido continuar nessa correria e se auto-obrigando a cumprir com todas essas atribulações. Afinal, por que estamos aqui mesmo? Não que deva haver um motivo, mas já que não tem motivo, por que não pode ser de outra forma? Por que fazemos da nossa própria vida um tormento tão grande? Não que seja tudo uma simples questão de escolha (essencialment eu acredito que seja), afinal, eu pelo menos me sinto impotente diante de todas essas instituições-empresas (hoje tudo se confunde). Não quero entrar num papo de extrema revolta contra o sistema ou o capitalismo nem nada, mas ver que todos esses pesos na vida são em decorrência das ações de uns interessados em garantir seu dinheiro/poder é um tanto revoltante. Quando vejo que todas essas merdas como guerra, violência (e não digo só violência física, é aquela violência quando qualquer pessoa ou empresa impõe alguma ruptura na nossa vida, na nossa rotina), exclusão social, problemas ambientais etc são fruto do modo não só como vivemos mas como somos forçados a viver (sob o lema de liberdade)... bem, eu fico um tanto que me sentindo nula nessa história toda. Outro dia eu cheguei a uma conclusão, de repente, enquanto escrevia em um caderninho meu no ônibus: sou dominada. Não, não é o papo do post anterior, não estou dizendo meramente a relação entre gêneros. Eu sou dominada por tudo que me faz ser quem sou e por tudo que quer que eu aja dessa ou daquela maneira. Sou dominada por mim mesma e pela sociedade. De alguma forma, não tenho como escapar desse modo de vida. Não tenho como deixar de depender do dinheiro, não tenho como parar de consumir, não tenho como simplesmente não querer consumir. O inferno são os outros e o inferno sou eu mesma.
Nietzsche defendia que deveríamos realizar o que ele chamava de "transvaloração de todos os valores". Isso deveria ser feito atravé sdo método genealógico, ou seja, deveríamos investigar a origem e contexto (além das conseqüentes transformações ao longo do tempo) de nossos próprios valores, a fim de questionar o valor dos mesmos. Por que tô dizendo isso?Porque acho que tem tudo a ver com a minha divagação do parágrafo acima. Me parece que a única forma de me libertar dessa tal dominação seria conseguir me colocar acima de todos esses valores com os quais fui criada/dominada e enxergá-los sob uma luz totalmente nova (e crítica). Mas não é fácil isso, já reconheço. Mexer com as próprias crenças, idéias e princípios me parece muito doloroso. Um exemplo prático é querer rever todo o conceito/valor e questionar a existência do amor romântico quando você está comprometido com uma pessoa de quem gosta muito. O quanto não doeria admitir que talvez seja tudo equivocado?.. Bem.. com essas coisas em mente, vou é tentar fazer meu trabalho de filosofia. Até mais!

